Quem acompanhou nosso conteúdo sobre rastreabilidade de ponta a ponta já sabe que o lacre só cumpre seu papel quando cada peça pode ser identificada sem ambiguidade. Este artigo desce um degrau e olha para o lugar onde essa identificação é posta à prova todos os dias, o pátio, com a rotina de conferência de quem despacha e de quem recebe. O foco está no lacre de aço com numeração sequencial e no que a gravação a laser muda nesse trabalho.
O que a gravação a laser resolve
A gravação a laser retira material da superfície da peça por ação de um feixe programado por computador. O resultado é uma marcação permanente, que não se apaga sem destruir o lacre, ao contrário de uma etiqueta que descola ou de uma tinta que desbota com o sol e o atrito. Por esse processo a Metalacre grava sequências numéricas, códigos 1D (Code 128 e EAN), códigos 2D (QR Code e Data Matrix) e o logotipo da empresa.
A exclusividade da numeração vem da fabricação. O controle interno de qualidade assegura numeração sequencial exclusiva e um código único e intransferível para cada peça, o que impede duplicidades e substituições. Para quem audita, essa garantia importa mais do que a estética da gravação, porque é ela que permite afirmar que dois lacres com o mesmo número não existem.
Código de barras ou QR Code: qual gravação escolher
A gravação 1D (Code 128 ou EAN) é a solução clássica de pátios com leitores ópticos de código de barras, comuns em portarias e docas, e costuma se encaixar sem ajuste em sistemas que já trabalham com esse padrão. A gravação 2D (QR Code ou Data Matrix) armazena mais informação em menos espaço e pode ser lida por smartphone, o que amplia o número de pessoas capazes de conferir um lacre sem depender de equipamento dedicado.
A escolha depende da infraestrutura da operação. Onde já existem coletores de código de barras, o 1D dispensa novos investimentos. Onde a conferência acontece em campo, com equipes que circulam pelo pátio, o 2D lido pelo celular ganha em flexibilidade. Em ambos os casos, o número sequencial em algarismos continua gravado na peça, para consulta visual quando a leitura automática não for possível.
O ciclo de conferência, etapa por etapa
A numeração só gera ganho de tempo quando entra em um fluxo definido. O desenho abaixo resume o ciclo de conferência que as operações de transporte costumam adotar com o lacre numerado.
Cadastro. O número do lacre é vinculado à carga no sistema da operação, seja ele ERP, TMS ou WMS, antes de a peça ser aplicada.
Aplicação. O conferente fecha o compartimento e lacra com o cabo de aço ajustado ao comprimento necessário, sem ferramentas.
Documentação. O número passa a constar nos documentos fiscais e de transporte, como CT-e, MDF-e e DANFE, de modo que o papel e a peça física contam a mesma história.
Trânsito. A carga percorre o trecho com o lacre como testemunha, e qualquer tentativa de abertura deixa a peça rompida ou alterada.
Recebimento. Na portaria ou no pátio de destino, o conferente faz a checagem visual ou a leitura automatizada, com leitor de código de barras ou smartphone no caso do QR Code, e confirma se o número físico bate com o manifesto.
Divergência. Se o número não coincide ou há sinal de violação, o recebimento é bloqueado e o plano de não conformidade é acionado.
Cada etapa é curta, e o conjunto substitui a transcrição manual de números, que consome tempo e abre espaço para erro de digitação. Em pátios com grande movimento de veículos, a leitura por código tende a ser bem mais ágil do que a conferência visual número a número.
Qual lacre as transportadoras utilizam
O modelo de maior presença no transporte rodoviário de cargas é o Lacre MTL Express Blindado (Ref. 38), líder de mercado e carro-chefe da Metalacre. O mecanismo interno é metálico e encapsulado por soldagem por ultrassom, e o cabo de aço é ajustável sob medida, o que permite adaptar a mesma peça a portas de baú, lonas, travas e válvulas.
Para operações de alta segurança e para exportação conteinerizada, entram em cena o Lacre MTL Bolt Seal (Ref. 86) e o Pino e Bucha (Ref. 84), modelos de pino e bucha que atendem a exigências mais rigorosas de resistência. A escolha entre eles depende do risco da rota e do que o cliente ou a aduana exigem do fechamento.
O que muda para a auditoria
Com o número gravado a laser e registrado no sistema, a auditoria deixa de reconstruir o que aconteceu a partir de relatos e passa a consultar um histórico. Cada saída tem lacre, número e documento associados, e cada chegada tem a leitura correspondente. Quando aparece uma divergência, o registro mostra em qual ponto da cadeia ela surgiu, e a discussão com o transportador, com o embarcador ou com a seguradora parte de um dado que todos podem verificar.
Para a gestão de frotas, o benefício aparece na padronização. Definir um modelo de lacre por tipo de operação, com comprimento de cabo, cor e formato de gravação fixos, reduz a variedade de peças no almoxarifado e simplifica o treinamento dos conferentes, que passam a reconhecer o lacre correto de relance. O uso de cores diferentes por rota, cliente ou unidade também ajuda a separar visualmente lotes de origens distintas, sempre com a numeração como referência final.
Por onde começar a padronização
O ponto de partida é mapear os fechamentos da frota e agrupá-los por tipo. Portas de baú, lonas, válvulas e compartimentos especiais exigem cabos de comprimentos diferentes, e a Metalacre produz cordoalhas em qualquer metragem, justamente para que a peça acompanhe a necessidade da operação. A partir desse mapa, define-se o modelo, o conteúdo da gravação e a quantidade, lembrando que a venda direta de fábrica tem pedido mínimo de 1.000 unidades.
Sua conferência de pátio ainda depende de anotação manual de números? Conheça o Lacre MTL Express Blindado e solicite a especificação do lote pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2884-3600.